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CUT
Os trabalhadores da usina de Sá Carvalho rejeitaram, em assembléia realizada nesta terça-feira, dia 19 de janeiro, a primeira proposta apresentada pela Cemig para a campanha de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2010). Eles reivindicam novas negociações. Segundo o coordenador do Sindieletro-MG na Regional Vale do Aço, Henderson Tsutomu Hirata, a proposta patronal está aquém do que foi negociado com os trabalhadores da Cemig, que detém 100% do controle da usina. Ele lembra que a grande luta do pessoal da Sá Carvalho é obter o mesmo acordo coletivo conquistado pelos trabalhadores da Companhia. "Nada mais justo, já que o patrão é um só", observa.
Os trabalhadores de Sá Carvalho reivindicam reposição salarial relativa ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2009 e aumento real 9,9%, baseado na evolução do crescimento médio anual do fornecimento de energia por empregado do grupo Cemig nos anos 2004 a 2008, além da formação de um grupo de trabalho para debater e implantar de fato o plano de cargos e carreira, entre outras reivindicações.
A empresa propôs reposição salarial de 4,11% (INPC do período) e nada de aumento real e da garantia de implantação do plano de cargos e carreira negociado com a categoria.
"A expectativa dos trabalhadores é de valorização e melhoria das condições de trabalho. Isso será possível com o fim da discriminação, ou seja, que não existam mais várias categorias de trabalhadores nas empresas administradas pela Cemig. Exemplo disso são algumas de suas usinas, como Sá Carvalho, Funil e Aimorés, onde o acordo coletivo é diferente do acordo da holding Cemig", destaca Henderson Hirata.
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