No dia 28 de janeiro de 2004, foram assassinados na região rural de Unaí (MG) os Auditores Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonslaves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. Eles estavam em missão de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, para apurar irregularidades trabalhistas no campo.
Seis meses depois, as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal apontaram para o envolvimento de nove pessoas, que atuaram como mandantes, contratantes e pistoleiros. Desde dezembro de 2004 os réus foram pronunciados pela Justiça Federal, sendo que um deles, por ter sido eleito prefeito de Unaí, adquiriu o direito de ser julgado em foro especial, sendo o processo desmembrado dos demais acusados.
Uma série de recursos impetrados pela defesa dos réus fez com que o processo fosse remetido para Brasília, ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, onde ainda há pendências para serem analisadas pelos Ministros. Cinco réus estão presos, mas quatro aguardam o julgamento em liberdade, beneficiados por habeas corpus.
Nestes seis anos, Auditores Fiscais do Trabalho, familiares e amigos vivem a expectativa de que a Justiça seja feita, para que a impunidade não seja a marca deste crime.