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Criminalização dos movimentos sociais

 

 

O Brasil vive, principalmente nos últimos anos, em um grande ataque à livre organização e expressão. Os movimentos sociais são apresentados pela mídia golpista como grupos de agressores, pessoas sem o que fazer que se unem para atrapalhar o bom andamento da sociedade.
O que a burguesia, que tem consigo partidos políticos como o PSDB e o DEMO, quer é transformar os movimentos sociais em quadrilha e logo pedir sua extinção e já viu avanços nisso como colocado em dossiê que considera o MST um grupo terrorista pelo governo e ministério público do Rio Grande do Sul.

A burguesia e a imprensa golpista não querem enxergar a capacidade de mobilização e de reivindicação dos movimentos sociais. A vontade é somente de impedir o direito de organização e expressão.

No último dia 27, foram presos no interior de São Paulo nove integrantes do MST acusados de destruir um laranjal. Para o MST o que ocorreu foi uma ilegalidade. Segundo Gilmar Mauro, um dos coordenadores nacionais do movimento, os trabalhadores presos não se negaram a prestar depoimentos ou colaborar com o processo e por isso a prisão preventiva não se justifica. Já para a mídia isso foi um prato cheio para tomar grande espaço nos telejornais e nas páginas de jornais burgueses.

Na manhã do dia 28, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o sociólogo português Boaventura dos Santos fez uma intervenção e criticou duramente a criminalização dos movimentos sociais durante um debate sobre direitos humanos. Boaventura enfatizou ainda que “se a criminalização continuar, o ar do Rio Grande do Sul torna-se irrespirável para o Fórum Social Mundial”.

A mídia só revela o ponto de vista burguês
A imprensa hoje aplica um golpe inaceitável na população brasileira: só falar o que bem entende, da forma que entende, sendo contra o trabalhador.

Nenhuma reivindicação de trabalhadores é considerada justa e pra essa imprensa o MST só quer “invadir, invadir e invadir”.

Os detentores do poder de veicular notícias, apoiados pelas faces que desejam truculência diante de reivindicações dos trabalhadores, gastam seu tempo e espaço para criticar e criminalizar os movimentos de trabalhadores e sociais.

Falaram que Zelaya queria dar golpe em Honduras, quando o mesmo, presidente legítimo, foi retirado de casa de pijamas sem direito a defesa diante do que aconteceu. Falam de forças militares no Haiti, mas não comentam que os EUA estão mandando é força de paz, ou seja, querem de pouco em pouco dominar o país mais pobre das Américas que vive um caos depois dos terremotos.

O que mais teremos que aguentar?

O importante, no final disso tudo, é ter em mente que a mídia toma seu tempo em passar coisas do interesse de quem faz parte de uma burguesia que não caminha junto aos trabalhadores. Uma imprensa que não dá abertura ao diálogo com os movimentos sociais e de trabalhadores, como ocorrido na Conferência Nacional de Comunicação, quando os veículos se retiraram das discussões antes mesmo da formação da conferência.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
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